Pois é, isto pelo Algarve não está muito fácil não, escolas e mais escolas a fechar, surtos aqui e surtos ali. Apesar de não ter tido nenhum caso na turma, uma das auxiliares testou positivo e por isso os miúdos terão todos de ir fazer o teste. Acho que o mais fácil nestas situações é respirar fundo e levar a coisa com calma, é certo que o facto de eu não estar a trabalhar e poder ficar com ela em casa sem problema nenhum também me faz falar assim.
Amanhã teremos de ir fazer o teste e rezar para que esteja tudo bem. O primeiro dia de isolamento foi uma cruz, ela sem saber o que fazer, eu a inventar o que fazer e assim serão os próximos dias.
Sou a única a achar que estes isolamentos todos são para garantir que os pais se aborrecem e vacinam os miúdos?
Ontem deixei cair o brinco pela sanita, no mesmo momento que puxei a água, apenas ouvi o barulho do meu querido e amado brinco a cair na água. Hoje olho para a sanita e só penso que ela me engoliu o brinco!
Porra, qual é a probabilidade de uma cena destas?!
Devia ser um dos sete pecados capitais porque hoje em dia é o mais comum. Se há coisa que me irrita e me tira do sério é a cambada de hipocritas que existe por este mundo fora e todos os que só se preocupam com o seu umbigo. Falta tanta humildade neste mundo!
Se acreditares o melhor acontece...
Aprender a perdoar nem sempre é fácil, muitas vezes não é só perdoar os outros mas perdoarmo-nos a nós mesmos. Sinto que estou nesta fase. Confesso que tenho sonhado bastante com o antigo trabalho, quando penso que já me resolvi dou conta que não, que ainda me falta um Danoninho. Perdoar nem sempre é fácil e nem sempre é rápido. Há dias depois de dois dias com os amigos do coração, de uma alegria imensa neste coração, amigos com quem já não estávamos há muito tempo dei comigo a chorar feita Maria Madalena e a assumir que preciso de me perdoar, preciso de perdoar os outros. Quando digo me perdoar digo pelo simples facto de deixar de me culpar por me deixar ser maltratada pelos outros. Quero acreditar que quando assumimos isto é porque estamos a passar por este processo de cura, de perdão.
Setembro começa hoje, como não podia deixar de ser bora lá definir as metas. Li por essas redes sociais fora que muita gente redefine as metas em Setembro, como se fosse final do ano em que todos nós, ou a maioria, escreve as metas para o ano novo que ai vem. Pois é dado que estou desempregada, a miúda entra no primeiro ciclo em Setembro e a vida vai mudar faz todo o sentido redefinir, mudar, definir as metas, meter os burros nas couves certas.
1. Procurar trabalho, o curriculum está atualizado por isso bora lá escrever uma boa carta de apresentação e deixar o destino fazer das suas.
2. Organizar-me, não sou organizada, mesmo nada mas sou daquelas que adora ver Youtubers de organização, que segue Instragramers de organização e que sonha ser organizada.
3. Meditar, bora lá tentar acordar mais cedo que todos para pelo menos ter 30 min de silencio.
4. Ler, desde que tive a miúda que larguei os livros e nem sei bem porquê. Ela já tem 6 anos mas é mais fácil deixar-me agarrar pelo Youtube ou pela TV em vez de segurar um bom livro nas mãos.
5. Mexer-me, não que não me mexa nada mas ser mais regular.
6. A mais importante de todas, não me culpar, não me mandar abaixo, ser mais minha amiga.
Bora lá Setembro, vem com força!
Depois do primeiro relato que vos fiz ainda fui trabalhar quatro dias. Por incrível que pareça tinha dois meses de férias para tirar. Claro que não me podia vir embora sem stresses, com a entidade empregadora mas sou sincera que já me passou a vontade e o ódio (sim, pelo menos sou sincera no sentimento). Acabou e nem vale a pena perder mais energias com isso.
Hoje resolvi editar o curriculum e por mais que já o tivesse editado há uns meses ainda quis dar uns retoques antes de começar a procurar trabalho. Dei por mim a pensar, "então e agora?!", "é suposto eu fazer o quê?", "basta procurar no Net empregos? Ir inscrever-me no IEFP?"
Para vos ser sincera nunca estive desempregada.
Pareço meio perdida? Estou sim Sra!
Volta a este blogue a rubrica "Ainda sou do tempo"...
Ainda sou do tempo das disquetes! Ainda me lembro bem quando apareceram e quando elas morriam já não havia volta a dar...
Quem mais?

Ainda nem acredito bem no que está a acontecer...
Há que tempos que o queria fazer e não sei de onde arranjei coragem e força para o fazer. Estava neste trabalho há 4 anos, não posso dizer que não gostava do trabalho que tinha mas a chefia era do pior. Primeiro era sobrecarregada com todo o trabalho que havia, sim porque era melhor dar trabalho a uma pessoa que sabiam que cumpria a tarefa, do que a alguém que não ia fazer ou não ia fazer tão bem e então era encharcada em trabalho.
Depois vinha as cobranças claro de não ter tudo feito, vinha as 5000 paragens nas tarefas cada vez que os chefes pretendiam alguma coisa (tipo "onde está o papel x", "onde está guardado aquilo", "como se chama aquele cliente") e sempre que me queixava que tinha muito trabalho vinham com a simples conversa, "tu não sabes delegar tarefas", "tu tens de dar as coisas aos outros", "és chefe e tens muito trabalho, é normal"
Muitas vezes achei que era chefiada por doidos mas cada vez mais tinha certeza disso!
Se sofri bulling no trabalho? Sim sofri! Se sofri de risco psicossocial? Sim sofri!
Muitas vezes não soube dizer que não, muitas vezes não soube impor limites mas também sei que trabalhar com pessoas que fazem dos outros criados, que rebaixam os outros, não é para mim nem deveria ser para ninguém.
Disse basta!
Gritei bem alto e do fundo dos pulmões que ia dizer que não, que aquele era o meu primeiro NÃO! Entreguei a carta, que estava escrita há tanto tempo que nem me lembro bem o dia em que a escrevi.
Depois de tudo senti-me a pessoa mais leve à face da Terra.
Ainda me resta uma semana de trabalho pela frente mas a paz vai chegar.
To be continued...
Há dias assistia a um postcat da Caravana, com uma bloguer que eu seguia antes de começar este blog. A certa altura falaram dos seus blogs e de como a moda estava a acabar. Que já ninguém ligava à "blogosfera", como era chamada carinhosamente e senti bastante tristeza. Lembro-me perfeitamente do programa de rádio em que divulgava os blogs e como comecei a seguir não sei quantos, à pala desse mesmo programa. Lembro-me de "N" blogues dessa altura e como eu saía do trabalho e corria a ligar o PC para ler o post do dia. Com o passar dos anos a moda foi passando mas não é triste terminarem assim?!
Estamos numa fase em que o Instagram, Facebook, Tictoc e outras mais plataformas se atropelam e todos se esquecem como começaram.Começaram todos aqui! Sinto sinceramente bastante tristeza quando me dizem que os blogues estão mortos. Sei também que cabe-nos a nós fazer a blogosfera renascer, porque sei também que há por ai muita gente que gosta de ler e espero que um dia se volte a ligar mais à nossa querida blogosfera como antigamente porque todos sabemos que tal como aquelas calças de cintura subida eram moda na altura em que as nossas mães eram novas, hoje também o são.
Mais alguém como eu, que tenha pena que isto termine assim?
Há dias que acho que vim de outro planeta, que devo ter a minha nave por ai estacionada em um buraco qualquer. É triste quando hoje em dia os valores das pessoas são tão baixos e tão inexistentes e em que vale tudo, só não vale arrancar olhos.
Enfim, hei-de ter 80 anos e não achar isto normal ou então um dia encontrarei a minha nave.
Pois é, isto até é um bocadinho difícil de admitir mas é verdade, não sei dizer que não!
E agora pensam vocês, "não sabes agora?!" pois digo-vos que não sei.
Quando me dizem no trabalho "ah preciso que faças isto?!" eu sou aquela que nunca diz que não, mesmo estando cheia de trabalho, mesmo já não sabendo o que é prioritário.
Quando alguém me diz, "ah sábado contamos contigo!", eu nunca digo logo que não, depois é ver-me chateada, o marido a não querer ir e eu cheia de problemas com isso.
Isto para vos contar que hoje disse que não, sei que é um trabalho diário e que vou ter de lutar conta mim mas tenho mesmo de o fazer. Dizer que não é dizer que sim a mim!
Quem mais?